13.maio.2016
A Tecnologia da Tismoo Biotech foi usada em pesquisa sobre Zika vírus e publicada na Nature, a mais antiga e respeitada publicação científica do mundo
A Tismoo Biotech integra a equipe responsável pela pesquisa sobre o Zika vírus e sua relação com o alto índice de microcefalia no País ao lado de cientistas da USP e da Universidade da Califórnia. Por meio de sua tecnologia de minicérebros, a startup brasileira ajudou a demonstrar a relação entre a versão brasileira do vírus e como ele atua causando a malformação do córtex e levando a essa condição neurológica.
O estudo foi publicado na quarta-feira, dia 11, no site da Nature, o que torna a Tismoo Biotech a primeira startup nacional de biotecnologia a ter um artigo publicado na mais respeitada revista científica do mundo. Conhecida por seus estudos para o Autismo, a Tismoo Biotech é o primeiro laboratório exclusivamente dedicado a análises genéticas com foco em perspectivas terapêuticas personalizadas para Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e síndromes relacionadas.
A startup brasileira, que define seu modelo de negócio como sendo uma Social Enterprise*, iniciou suas atividades com o intuito de trazer as técnicas e estudos de ponta, antes restritos às universidades, para colocá-los em prática e em benefício clínico dos indivíduos afetados por essas condições. As tecnologias em desenvolvimento da TISMOO pretendem antecipar a personalização clínica, acreditando que o conhecimento da individualidade genética contribuirá a cada dia para um melhor entendimento do autismo além de, potencialmente, abrir novas janelas para intervenções mais específicas.
Atuando neste campo, a Tismoo Biotech percebeu que poderia contribuir também em outras áreas da saúde, como foi o caso da pesquisa sobre o Zika vírus e a microcefalia.
“Ficamos muito sensibilizados com o surto dessa condição neurológica no Brasil e acreditávamos que poderíamos fazer mais do que a startup vinha se propondo a ser e a fazer. Entendemos que poderíamos ter um papel importante para tentar desvendar a agressividade dessa versão brasileira do Zika e, assim, ter respostas que não tínhamos a respeito do vírus”, comenta Alysson Muotri, biólogo molecular e um dos fundadores da Tismoo Biotech.
A tecnologia usada pela startup contribui para a pesquisa de doenças e condições neurológicas. Uma de suas tecnologias é a modelagem celular que possibilita a criação de uma nova plataforma para a análise funcional das alterações dos genes podendo, desta forma, desenvolver e testar novos medicamentos em minicérebros de pacientes produzidos no laboratório. Com o ideal de ser uma startup com abordagem mais humana e próxima dos pacientes, buscando sempre a linguagem mais acessível, a Tismoo Biotech quer ir além do modelo capitalista das empresas do setor.
“Acredito que hoje estamos diante de desafios importantes, como no caso do Autismo. Precisamos de novos modelos de negócio que sejam capazes de conciliar de maneira inteligente o interesse de seus investidores a um propósito maior e proporcionar com isso uma mudança positiva e sustentável na sociedade. É o que estamos vivendo na Tismoo Biotech hoje e é a nossa motivação para os novos desafios que estão por vir”, acrescenta Muotri.
Para mais informações e para ler o artigo publicado na Nature na íntegra, clique aqui.


